Quando as eleições de 2014 pareciam indicar uma vitória esmagadora de uma parcela da sociedade que estava cansada dos velhos "Coronéis do Cerrado", tudo isso representado pelo senador Rodrigo Rollemberg, os grupos influenciadores do Distrito Federal pareciam estar aliviados e conformados com a vitória dos socialistas na capital. Mas não porque as coisas iriam mudar radicalmente, mas simplesmente porque o poder ia mudar de mão, só que não, ainda não mudou.
Tudo indicava numa mudança de resultados concretos para uma sociedade de classe média de intenso envolvimento político e formador de opinião. A vitória de RR, me permita chamar o nosso governador por essa sigla, direcionava nossas mentes para transformadora gestão de recursos, para uma exclusão dos petistas influenciadores e militantes intelectuais. Infelizmente isso, ainda não aconteceu. Mas será por que?
As coisas foram muito mau interpretadas por nós eleitores, sim as verdades ditas pelo candidato do PSB, por exemplo: Lembra que o ex-deputado Jofran Frejat propôs uma passagem de ônibus a R$1,00. O que podemos concluir com isso é que os dois mentiram, mas o pecado de um não anula o outro e aprendi muito cedo que não existe pecadinho ou "pecadão", é tudo pecado.
Não devíamos crer em tão grande transformação, não devíamos confiar tanto. Nós devíamos, em primeiro lugar, saber que os recursos que aqui ingressam quase todos são de fontes externas ou do governo federal, e não acreditar em milagres filosóficos ou ideológicos, afinal não podemos separar os petistas enraízados em cargos importantes da palavra socialismo, bom aí é outra estória.
Hamilton Silva: Economista e Blogueiro |
Não poderíamos acreditar que o governo de R.R fosse tão ruim, até porque os desmandos que assolaram a capital foram terríveis instrumentalizadas e efetivadas pelo partido dos trabalhadores. Mas pera aí. O atual governo não foi eleito para governar uma Brasília já "estourada" pela parte vermelha? O governador não tem a obrigação de acertar ou fazer um governo excepcional, entretanto, tem a obrigação de zelar pelos seus eleitores. Não agradar, mas zelar pela qualidade de vida, organizar e até estimular aqueles que são detentores da Liberdade de Empreender, mas principalmente gerir por aqueles com maior dificuldades de acesso à saúde pública, por exemplo.
Não podemos focalizar o pico da crise nesse momento, não podemos dizer que chegamos no fundo poço - já tivemos governador preso - mas podemos facilmente, identificar que a soluções mais elementares estão ficando para depois. Talvez seja porque veio do legislativo? Creio que não. Mas creio que suas ações como principal agente político do DF procurou agradar "Deus e o mundo" dentro da composição partidária e os não abarcados nesse afago, vão aos microfones e pregam contra, sem falar nos formadores e principalmente os servidores públicos.
Tente agradar a todos e logo saberá o caminho do fracasso.
Servidores públicos e classe média são aqueles que movimentam nossa economia, são eles que direcionam todos os votos da política Candanga, desagrada a esses e terá inimigos vital.
Quando o governo de RR resolveu marcar outubro como sendo o mês de pagamento dos reajustes do funcionalismo, esse mesmo governo propôs unificar os movimentos de "revolta". Foi o próprio governo que avaliou "pagar" esses reajustes, no próximo mês. Seja em Acordo Coletivo ou não. O fato é que se deve pagar.
Se há créditos para esse governo avalio que sim, ainda podemos acreditar, pois o rombo é muito maior que imaginamos, mas o limite de toda compreensão já está no fim. Até parece que somos vítimas de um petezinho local, decidindo "avacalhar" com todos que o elegeram.